Monday, October 30, 2006

Vid'airada


Com alguma fama e bastante proveito, o Barreiro tem constituído um viveiro de projectos musicais, na grande maioria conotados com as várias vertentes do Rock, mas também do Jazz, dos Blues e do Coralismo. Os apreciadores de música de raízes ou de inspiração tradicional também por cá existem e, nos inícios de 2006, juntaram-se alguns deles com uma intenção: tocar em conjunto.

Assim nasceu a VID’AIRADA, grupo formado por cinco elementos provenientes de várias actividades profissionais e com antecedentes musicais diversos, abrangendo um horizonte que vai do rock alternativo e dos Blues até à música popular e tradicional. São eles:

António Bagorro – Guitarra folk; Guitarra clássica e vozes;
Elso Isidoro – Bombo; tamboril; caixa; adufe; reque-reque; bongós; congas; ferrinhos...
Henrique Lopes – Bandolim; cavaquinho; banjo; guitarra clássica;
José Gomes – Voz; gaita galega; gaita mirandesa, uillean pipe; small pipe, clarinete; low whistle, tin whistle; e Kaval;
Nelson Oliveira – Baixo e vozes

Os objectivos do agrupamento são simples e directos: preservar, recuperar e actualizar melodias e formas de tocar e cantar susceptíveis de evitar o empobrecimento e, se possível, enriquecer o panorama musical existente.
No sentido de desenvolver esse trabalho, a banda recorre à reinterpretação de diversos temas recolhidos por musicólogos no decurso do século XX. Outros, que se mantêm inéditos em termos de gravação, foram recolhidos por um dos elementos do grupo junto de seu pai, provenoente de Trás-os-montes. Apesar da ligação afectiva a esta região o repertório da VID’AIRADA vai cobrindo os horizontes geográficos nacionais, do Minho ao Algarve, passando pelas Beiras, pela Estremadura e Alentejo. Naturalmente, também não ficamos alheios àquilo que foi feito por alguns grupos de recriação de música tradicional por nós admirados.
Pretendemos, simultaneamente, que o som do grupo não descaracterize a música que o originou, mas que possa trazer algo mais às formas originais. Isto passa pelo arranjo sonoro, no qual se integram instrumentos de outras origens e tradições, susceptíveis de enriquecer ou de trazer timbres de ‘valor acrescentado’ a alguns temas, mas também pela atitude descomplexada dos músicos em adaptar e moldar alguns deles. A interpretação de originais também está nos horizontes do agrupamento, bem como a eventual adaptação de temas de outras origens culturais e geográficas que não a portuguesa.

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